O detetive é você! – 265

Vamos conferir a resposta do nosso último enigma e, em seguida, o desafio desta semana.

 

RESULTADO DO DESAFIO DA SEMANA PASSADA

 

Desafio dessa Semana

  • Unidade fundamental das medidas de massa
  • Nome feminino

 

A
N
A
G
R
A
M
A

 

Desafio dessa semana

 

  • Dúzias
  • 144 unidades
 

 

 

     

 

 

Charadas extraídas do livro “Desafios e Enigmas – Uma forma descontraída de colocar à prova seu raciocínio” – Páginas 85/182.

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É assim que se fala – O uso da crase


Você sabia que crase não é acento? Isso mesmo! Crase é uma palavra de origem grega que significa “fusão” ou a “ação de misturar”. Interessante, não? Se seguirmos este raciocínio, podemos concluir que a tão famosa Cuba Libre é uma crase. Estranho? Que nada! Pense bem, a Cuba Libre não é a mistura de refrigerante (geralmente Coca-Cola) com rum?  Então, ela não é o resultado de uma “fusão” de dois líquidos? Pois bem, é um exemplo de crase, sim senhor. Agora, como nossa Coluna trata de assuntos referentes à Língua Portuguesa, é necessário dizer, que em nosso idioma, a Crase é a “fusão” de duas vogais idênticas. Mas, talvez você esteja se questionando sobre o motivo de a crase não ser um acento, mais precisamente, o famoso (`).  Isto acontece devido ao fato de “crase” não ser o nome do acento e sim de um fenômeno fonético resultado da fusão da preposição a com o artigo definido a(s); o pronome demonstrativo a(s); o fonema inicial dos pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo(s). E o acento? Pois bem, o nome do acento indicativo de crase (indicativo de que ali há a fusão de duas vogais (a+a) é acento grave(`).
Está difícil? Então vamos simplificar:
Na Língua Portuguesa há uma regra ortográfica que determina que se deve acentuar o a duplo (aa = à). Quer saber como este a duplo acontece? Vejamos:

Muitas vezes o termo regente (aquele que subordina um outro: lenço de papel, alheio a tudo) exige a preposição a:

 

 

  1. Vou a academia:

Vou a (quem vai, vai a algum lugar)
Onde você vai? A academia. Então:

Vou a + a academia = Vou à academia.

Para ficar mais claro, vamos analisar um caso em que não há crase.

  1. Conheço a escola:

 

Conheço (quem conhece, conhece alguma coisa ou alguém – o verbo não pede a preposição “a”)
O que eu conheço? A escola.

Conheço a escola.

Nesse exemplo não ocorre a crase porque falta a primeira condição: o termo regente (o verbo conhecer) não exige a preposição, dessa forma, não há fusão/contração de duas vogais a, pois existe apenas uma.

3)Refiro-me aquela linda mulher:

Refiro-me a (quem se refere,se refere a alguma coisa ou a alguém)
A que/quem você se refere?  Aquela linda mulher.

Refiro-me a +aquela linda mulher = Refiro-me àquela linda mulher

 

4)Ele se dedica a arquitetura:

Ele se dedica a (quem se dedica, se dedica a alguma coisa, ou a alguém)
A que/quem ele se dedica? A arquitetura.
Ele se dedica a + a arquitetura = Ele se dedica à arquitetura

Algumas dicas para o uso da crase:

  • Substitua a palavra feminina por outra masculina e, se ocorrer a forma ao, haverá a crase.

Fui a sala – Fui ao salão

Portanto, a forma correta é:

Fui à sala

  • Substitua a preposição a por outras, como para, de, em. Se o artigo “a” aparecer, é sinal de que ocorre crase:

Fui a Itália – Fui para a Itália

Portanto, a forma correta é:

Fui à Itália

Compare:

Fui a Campinas – Fui para Campinas

Portanto, neste caso não há crase, pois não há o artigo “a”.

Hoje, a nossa intenção é justamente a de desmistificar a crase como acento e esclarecer de que se trata de um fenômeno fonético (a+a = à). Na próxima semana, vamos conversar mais um pouco sobre o seu uso e trazer algumas regras para facilitar o seu dia a dia. Até lá!

Profa. Ms. Katya Maia Motta – Professora de Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa e Redação Técnica do Instituto Monitor.

 

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Conversando sobre Matemática – Resmas e grosas

Nesta semana, Pedro e seus amigos Marcos e Júlia vão  utilizar as medidas de resma e grosa na resolução de problemas de contagem. Vamos acompanhar este assunto!

 

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