A língua escrita costuma ser mais bem-cuidada do que a oral, pois ao escrever temos condições de escolher palavras, de corrigir ou refazer o texto e, assim, melhorá-lo até transmitir exatamente o que desejamos.
Na fala, geralmente isso não é possível. Se há correções, elas são feitas na hora, já que não podemos apagar o que foi dito. Por isso, é comum a língua oral apresentar repetições, quebras na seqüência de idéias, problemas de concordância e várias expressões de apoio, como né?, tá?, entendeu?, anhn,, hum,,,.(interjeições), etc
O uso da língua formal (linguagem culta, que segue os princípios da gramática normativa) ou informal (aquela empregada no cotidiano, mais popular e que não obedece, necessariamente, às regras da gramática normativa) vai depender da situação e do interlocutor, ou seja, a quem estamos nos dirigindo. Desta forma, podemos ser menos ou mais formais. Quando falamos com pessoas com quem temos maior intimidade, como namorada (o), familiares, utilizamos a linguagem informal.
Observe este trecho da música de Lobão: Me chama
(…) Aonde está você
Me telefona
Me chama, me chama, me chama (…)
Os versos acima têm inadequações gramaticais. Como Lobão usa o verbo estar, e quem está, está em algum lugar, o adequado é Onde está você.
Aprendemos que não se deve iniciar frases com pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes). O adequado, então é : Onde está você / telefone-me / chame-me, chame-me, chame-me.
Percebemos, então, que se o autor fizesse, neste caso, uso da linguagem informal, ficaria estranho.
Agora, se estamos em uma situação que exige maior formalidade, como em uma entrevista, vamos nos atentar para a formalidade que a situação pede, evitar gírias, expressões grosseiras ou palavras e assuntos que demonstrem intimidade com o interlocutor.
Para dizer que dominamos bem uma língua temos de conhecer as normas gramaticais, mas acima de tudo empregar adequadamente essa língua em várias situações do dia-a-dia: na escola, com os amigos, em um exame de seleção, no trabalho.
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Por hoje é só. Até a próxima!
Vanda Franco |