Para escrever as palavras, usamos sinais conhecidos como letras, que representam os diferentes sons da língua que falamos. O conjunto dessas letras é o alfabeto. Ele surgiu há muito tempo e passou por várias mudanças até chegar à forma que conhecemos hoje.
O alfabeto nasceu com o comércio
| Um ideograma representa uma palavra inteira, logo, uma pessoa precisa conhecer muitos desses sinais para poder se comunicar. Entre os chineses, por exemplo, que foram os primeiros a desenvolver esse tipo de escrita, existem milhares de ideogramas. Há mais ou |
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| menos 5 mil anos, os fenícios, um povo que vivia onde hoje se localiza o Líbano, começaram a desenvolver o primeiro alfabeto da história. Eles eram grandes comerciantes e faziam muitos negócios com egípcios e com os sumérios, um dos povos da Mesopotâmia, região que hoje corresponde ao Iraque. |
Para facilitar o trabalho de registrar as mercadorias que compravam e vendiam, os fenícios precisavam de uma escrita prática. Assim, eles aproveitaram o que havia de melhor na escrita usada na Mesopotâmia e no Egito: adotaram a idéia de escrever palavras com poucos sinais da escrita cuneiforme e copiaram a grafia fácil de ser desenhada da egípcia.
A escrita no mundo
Egito: A escrita egípcia, chamada de hieroglifa, era muito complicada. Era uma mistura de ideogramas e de sinais que representavam sons.
Mesopotâmia: Os sumérios criaram a escrita cuneiforme. Essa escrita utilizava poucos sinais e era feita em pequenas tábuas de barro.
Fenícios: Os fenícios fizeram uma lista de 21 palavras,. Cada uma delas começava com uma letra diferente, que representava um som da língua fenícia. A letra inicial de cada palavra foi representada por uma imagem parecida com um hieroglifo, só que mais fácil de desenhar. A lista desses 21 sinais, que representavam 21 sons, foi o primeiro alfabeto da história e só possuía consoantes.
Grécia: Entre 1.350 a.C e 1.209 a.C, os gregos conheceram o alfabeto fenício e o adaptaram para os sons de sua língua. Eles também transformaram algumas consoantes fenícias em vogais, como alfa, o nosso “a”. Os gregos criaram a palavra alfabeto a partir e duas primeiras letras do seus sistemas de escrita alfa + beta.
Europa Medieval: Durante a Idade Média, do século V ao século XV, surgiram duas inovações. Uma delas foi a criação das consoantes agá (h) e jota (j), usadas em português, e do dáblio (w), comum em línguas como o inglês. A segunda invenção das letras maiúsculas, que eram mais rápidas de escrever. A novidade apareceu devido aos livros manuscritos, isto é, copiados à mão.
Roma: Os romanos deram um novo nome às consoantes, que correpondia ao som da letra acrescida de um “e”. Passaram, então, a ser chamadas de “be”, “ce”, “de”, “ef”, “em”, “em”, entre outros. Os romanos juntaram o nome das suas quatros primeiras letras para inventar a palavra “abecedário”. Eles escreviam com letras maiúsculas, que por serem retas eram mais fáceis de entalhar nos monumentos de pedra.
*Extraído da Revista Recreio – “Comunicação e Expressão” pág 21.
Ainda tem muita coisa que influenciou o nosso alfabeto. Acompanhe pelo blog essa história!