Toque de Mestre -
Brasil em obras
Enviado em 10 de Abril de 2008
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O Brasil diferentemente dos Estados Unidos, vive um boom do mercado imobiliário. Além de não ter sido afetado pela “bolha imobiliária”, existem previsões ainda melhores, pois foi o setor que mais atraiu dinheiro de investidores nos últimos três anos. Segundo dados da revista Exame, a expectativa é que a concessão |
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| de crédito dobre até 2010. O aumento de cerca de 40 bilhões de reais associados a prazos longos e a redução de juros, são os fatores que proporcionaram este elevado índice de investimentos. | ||||
Os prazos já subiram de 150 para 240 meses. Em contra-partida, os juros estão menores. Trabalha-se hoje com taxas de 9% para imóveis até R$ 130.0000,00 e de 10,5% para imóveis com valores superiores.
As vantagens não param por aí: torna-se inevitável a comparação com outras formas de aquisição que adotam indexadores e taxas de juros diferentes. Por exemplo, os emolumentos (lucros eventuais) como imposto de transmissão, que devem ser pagos para promover o registro da escritura do imóvel, são menores se forem realizados por meio de financiamento imobiliário.
Temos que analisar que nos últimos anos, uma série de mudanças institucionais, a queda na taxa de juros e o crescimento da renda propiciaram um aumento considerável na oferta de crédito no país, permitindo traçar uma trajetória mais favorável para a habitação.
Devemos considerar também que governo deu especial atenção ao setor da habitação e da construção civil na elaboração do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A infra-estrutura social, em que estão os investimentos para habitação e saneamento, deve receber a segunda maior parcela dos recursos. O PAC poderá fazer o setor crescer 7%. Antes do anúncio das medidas, a previsão do crescimento era menor.
Com esse crescimento, estima-se que o número de empregos aumente em 10% este ano, abrangendo não somente a mão-de-obra operária, como também outras profissões como as de arquitetos, engenheiros e profissionais da área de marketing.
O mais interessante é que esse fato se dá não somente no setor de baixa renda, mas também com grandes empreendimentos, como por exemplo, o canteiro de obra do Parque da Cidade Jardim, em São Paulo, onde os números são espetaculares: 700 operários e 20 engenheiros. Será o maior empreendimento em andamento no Brasil, composto de 13 torres de 24 andares, sendo 9 residenciais, 4 comerciais e 1 shopping na marginal Pinheiros. O projeto terá um custo de 1,7 milhões de reais, e um faturamento da incorporadora JHSF em torno de 1,5 bilhão de reais até 2010, data prevista para a entrega.
A realidade econômica em que vivemos, a infra-estrutura apresentada, os grandes investimentos recebidos, aliados ao instrumento de financiamento disponível, a capacidade empreendedora e visão dos que fazem o setor da construção civil, são alguns dos exemplos que evidenciam futuros períodos de desenvolvimento e prosperidade para o setor imobiliário.
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André Luís Souza Gomes |
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