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Os erros mais comuns – Parte 1*
“Mal cheiro” e “mau-humorado” – mal opõe-se a bem e mau, a bom. Dessa maneira: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Da mesma forma, podemos utilizar: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
“Entrar dentro” – corrigindo: entrar em. Veja outras redundâncias: sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
Vai assistir “o” jogo hoje – assistir, como presenciar, exige a preposição “a”: vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos que exigem o mesmo cuidado: a medida não agradou (desagradou) à população, eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos, aspirava ao cargo de diretor, pagou ao amigo, respondeu à carta, sucedeu ao pai, visava aos estudantes.
Não há regra sem “excessão” – o certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parêntesis, a forma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente), “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso), “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólcro).
O ingresso é “gratuíto” – a pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúlio (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo. |