Caramujo africano: especialista brasileiro é aluno do Instituto Monitor
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Desde pequeno José de Pontes descobriu que a persistência é o segredo para o sucesso. Natural de Juquiá, cidade localizada no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, aos seis anos já vendia sorvete na cidade para ajudar no orçamento familiar.
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Teve uma infância muito humilde, mas o estudo sempre foi prioridade. Aos 16 anos, depois de ver uma propaganda sobre o curso de Radiotécnico do Instituto Rádio Técnico Monitor, decidiu se matricular. “Quando comecei a estudar as apostilas vi uma oportunidade de proporcionar um futuro melhor a minha família”, afirma.
O ex-aluno relata que muitas pessoas quiseram desmotivá-lo, mas não desistiu e logo começou a trabalhar consertando rádios, televisores, e eletrodomésticos. “Com o curso do Monitor passei a acreditar mais em mim, vi que era capaz de fazer tudo que eu quisesse”, comenta.
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Um pouco de história
Era muito comum haver na cidade, e em toda a região do Vale do Ribeira, uma grande proliferação de caramujo gigante africano. Mesmo parecendo seres indefesos, são causadores de muitas doenças, que podem levar à morte. “Perdi um grande amigo, ele contraiu barriga d’água. Quando ele morreu sabia que precisava fazer algo.”
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Desde então, José de Pontes iniciou uma pesquisa sobre os hábitos do caramujo. Após 10 anos de estudos tornou-se o único brasileiro especializado no combate ao caramujo gigante africano.
Como o nome mesmo revela, o caramujo gigante africano é originário da África. Ele entrou ilegalmente no Brasil, por Curitiba, em 1988, e despertou o interesse de moradores e empresários rurais de várias cidades. Mas a dificuldade na hora de vender o produto fez com que maioria dos investidores desistisse do empreendimento, e os caramujos foram abandonados na natureza.
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Um novo desafio
Quando iniciou suas pesquisas, José de Pontes achou que não conseguiria atingir seu objetivo, já que nunca havia estudado sobre a área. “Então eu me lembrei que era capaz de tudo. Apreendi a acreditar em mim quando fiz o curso no Monitor.”
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O jovem pesquisador foi um autodidata, trabalhava durante o dia consertando aparelhos e à noite estudava o comportamento dos caramujos. “Se não fosse pelo curso que fiz no Instituto Monitor não teria conseguido financiar a minha pesquisa, pois não teria um emprego”, comenta.
Durante seus estudos descobriu que o caramujo percorre 30 metros por noite e coloca seus ovos até 50 centímetros dentro do solo. “Ele acasala de 12 a 14 vezes por noite é hermafrodita, mas mesmo assim precisa se fecundar”, explica.
“Esses moluscos são transmissores de um tipo de meningite e podem provocar tumores no estômago. O homem também pode contrair as doenças ao ingerir as larvas dos vermes encontradas no muco que eles deixam em verduras, legumes e frutas”, alerta.
Revolucionando tudo que havia sido inventado até hoje, José de Pontes, criou um método natural para combater o caramujo. “A armadilha é feita em tubo de PVC, para onde os caramujos são atraídos por uma isca feita de 14 produtos naturais, incluindo pó do próprio caramujo, e mais 14 produtos artificiais”, esclarece.
“O nosso trabalho ainda é muito difícil mas aos poucos estamos conseguindo divulgar e conscientizar a população sobre a importância do combate ao caramujo”, comenta.
Em suas palestras, além de orientar sobre o combate ao caramujo, José de Pontes reforça a importância do estudo. “Eu tenho muito a agradecer ao Instituto Monitor que me proporcionou o aprendizado de uma profissão e com ela pude realizar um outro sonho meu.” Ele conclui dizendo que a educação a distância é um incentivo para quem precisa trabalhar e estudar ao mesmo tempo.